sábado, 22 de janeiro de 2011

Manifesto do Comitê contra o Aumento de Passagens




Entra governo e sai governo, a história é a mesma: a Prefeitura de Porto Alegre e os empresários de ônibus aproveitam as férias escolares e a dispersão dos estudantes e trabalhadores, para aumentar o preço da passagem. Seja na Prefeitura do PT, que por 16 anos aumentou a tarifa de ônibus, ou na atual, Fogaça/Fortunatti, este desrespeito se repete. Isso acontece porque a maioria dos parlamentares, inclusive a prefeitura, têm as suas campanhas eleitorais financiadas pelos donos das empresas de transporte coletivo, que cobram a conta depois.
Em 2011 querem aumentar a tarifa, dos atuais R$2,45 para R$ 2,70. Um completo absurdo!

Enquanto em Brasília, os deputados federais e senadores aprovaram o aumento dos seus próprios salários em quase 62% e o da presidenta Dilma em 133%, aos  trabalhadores e estudantes deste país só lhes reservam ataques, como a aplicação da Reforma da Previdência, os cortes no orçamento nas áreas sociais, já anunciados pelo Governo Dilma, e o vergonhoso limite de R$ 545 para o salário mínimo. Sem contar que o preço dos alimentos se eleva a cada mês, as condições de trabalho estão cada vez mais flexíveis e os serviços públicos quedam defasados.
Para se ter uma idéia, com a diferença do preço das passagens, paga em um ano por apenas um trabalhador, daria para comprar 88 litros de leite, ou 90 quilos de arroz, ou ainda 52 pacotes de feijão! Ou seja, com o aumento que vai apenas para o bolso dos empresários, daria pra comprar alimento e encher a mesa de muitas famílias trabalhadoras.
Mas mesmo com estes sucessivos aumentos, a qualidade do transporte coletivo da nossa cidade vem decaindo. Os ônibus são verdadeiras “latas de sardinha” e não conseguem atender satisfatoriamente a toda população. As frotas são reduzidas, os horários insuficientes e os carros de baixíssima qualidade. Esta situação prejudica ainda mais os moradores das zonas periféricas de Porto Alegre, que se espremem todos os dias para poder estudar e trabalhar. E não pára por aí, o salário dos trabalhadores rodoviários é arrochado, e as condições de trabalho e segurança são precárias. Ou seja, ao contrário do que dizem os empresários e o governo, o aumento não beneficia a população, nem mesmo os trabalhadores das empresas de ônibus.
E não podemos esquecer que a elevação do valor das passagens de ônibus em Porto Alegre é, invariavelmente, seguida pelo aumento das tarifas intermunicipais. Outro absurdo, uma vez que o serviço prestado por estas empresas já é bastante precário e o deslocamento dos trabalhadores de outros municípios da Grande Porto Alegre para trabalhar na capital é de extrema importância para a economia da cidade bem como para o sustento de milhões de famílias da região metropolitana.
Nós, integrantes do Comitê de Luta Contra o Aumento das Passagens, nos posicionamos contra esta medida abusiva por parte da administração da cidade e dos empresários. Medida esta que insiste em colocar em segundo plano as condições de vida das trabalhadoras e trabalhadores da região em nome do lucro e dos interesses de uma minoria privilegiada.
E para o povo, só ataques... 
  
Não podemos aceitar este abuso! Proteste e reivindique seus direitos! 
Exigimos o imediato congelamento do preço das passagens! Nem um centavo de aumento!
·                     Meio-passe escolar também aos domingos!
·                     O preço da passagem prejudica quem quer procurar emprego e precisa ir à escola. Passe livre para estudantes e trabalhadores desempregados!
·                     Que o transporte coletivo passe a ser público de verdade! O Estado deve garantir nosso direito de ir e vir.

Convidamos todas as entidades e movimentos sindicais, estudantil e popular a fazer parte deste Comitê, assinar este manifesto e divulgá-lo, afim de promover a unidade necessária para resistir a mais este ataque.
Assinam este manifesto as entidades membros de estudantes e trabalhadores do Comitê de Luta Contra o Aumento das Passagens.

Diretório Central dos Estudantes da UFRGS
Diretório Central dos Estudantes da FAPA
Centro Acadêmico de Biblioteconomia e Museologia UFRGS
Centro Acadêmico de Geologia UFRGS
Centro de Estudantes de Ciências Sociais UFRGS
Centro Estudantil de Biomedicina UFRGS
Diretório Acadêmico de Educação Física e Dança da UFRGS
Diretório Acadêmico da Faculdade de Educação UFRGS
Grêmio Estudantil do Ernesto Dorneles
Grêmio Estudantil do Julinho
Grêmio do Infante Dom Henrique

Anel – RS
Associação Sindical: Unidos pra Lutar
Coletivo Nacional Levante – Oposição de Esquerda UNE
CSP Conlutas
Intersindical
Juventude Vamos à Luta
Levante Popular da Juventude
Movimento Contestação
Núcleos do CPERS de Porto Alegre
SindiCaixa
Romper o Dia

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Manifestação contra aumento de passagem é reprimida por PMs


Trecho do vídeo de Latuff que mostra truculência da PM numa manifestação d estudantes em SP 13Jan2011
Cerca de 200 estudantes prostestaram, por volta das 19h de quinta-feira, no centro de São Paulo, contra o aumento da passagem de ônibus de R$ 2,70 para R$ 3. Eles fecharam a Avenida Ipiranga, na frente da Praça da República e, em confronto com policiais militares, 26 manifestantes foram presos. A Polícia Militar nega que houve feridos, conforme alegam os estudantes, que dizem que 31 manifestantes foram detidos e dez ficaram feridos – uma garota teria levado seis pontos na cabeça. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
O Movimento Passe Livre, que organizou o protesto, contabilizou cinco feridos. “Era uma manifestação pacífica para chamar a atenção das autoridades da Prefeitura e dos vereadores da Câmara Municipal. E fomos recebidos com balas de borracha”, criticou a estudante Juliana Esposito, 27 anos. Os PMs também utilizaram bombas de gás lacrimogêneo e gás de pimenta.
Refugiados em uma galeria de uma rua próxima, os manifestantes foram seguidos pelos policiais. “Fizeram todos os estudantes que estavam com filmadoras e máquinas fotográficas apagarem os arquivos. Foi um abuso total de autoridade. Nos encurralaram dentro da galeria, que sempre foi um território livre dos jovens”, disse o estudante Pablo Franco, 18 anos. Os estudantes tentaram continuar a passeata, mas foram impedidos por viaturas da Força Tática, que ocupavam todas as ruas e praças do centro.
FONTE: PORTAL TERRA

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Próxima reunião do Comitê Contra o Aumento de Passagens de Porto Alegre

Data: 20/01
Hora: 19 horas
Local: Sede do DCE/ UFRGS (Av. João Pessoa, 41/ Centro)

NOTA DA FENECO SOBRE OS ATOS ESTUDANTIS CONTRA O AUMENTO DAS PASSAGENS


Meu irmão se liga
No que eu vou lhe dizer
Hoje ele pede seu voto
Amanhã manda a polícia lhe bater


  Todo os anos no período de férias observamos as mesmas cenas se repetirem de norte a sul do país. Estudantes e trabalhadores saem as ruas em protesto contra o aumento de passagens.               
 Este ano não foi diferente, é só passar as festas que o Movimento Estudantil se organiza para ir as ruas, pois um novo aumento é anunciado. Tais atos porém, muitas vezes acabam de forma lamentável, com estudantes agredidos por aqueles que deveriam nos proteger. Foi assim na semana passada, quando estudantes de João Pessoa se organizavam para o segundo grande ato do ano contra o aumento de passagem, a favor do passe livre. Mas dessa vez os empresário do transporte público decidiram revidar e colocaram seus capangas, organizados no sindicato, contra os estudantes. As cenas são impressionantes, trabalhadores das empresas de ônibus, com justificativa de defender seus empregos, partem para cima dos estudantes com uma violência inimaginável. Foi nesse ato que um militante da FENECO foi agredido e teve que se ausentar da manifestação. Em nenhum momento os estudantes tinham como objetivo um confronto contra os trabalhadores do transporte público. Ao contrário, pensamos que estes devem se unir a nossas manifestação.
Nossa solidariedade se estende também aos estudantes de São Paulo, que tiveram suas mobilizações duramente reprimidas pela polícia militar. Em cenas também impressionantes podemos ver policiais atirando a “queima roupa” contra os estudantes e com armas letais em punho. Nos deparamos aí com tamanha violência e percebemos mais uma vez, em muitas cidades, o Estado repressor aliado aos empresários de transporte não somente no momento de sancionar um novo aumento. Estes gestores públicos tem suas campanhas patrocinada pelos empresário que passada as eleições cobram atitudes como essa.
Nesse momento de dor e revolta, fazemos um chamado a todos e todas estudantes de economia. Lutemos pelos nossos direitos, TRANSPORTE PÚBLICO não deve ser tratado como mercadoria. O transporte coletivo é fonte de muito dinheiro para empresários, propaganda para políticos, e principalmente uma forma de excluir a maior parte da população. As grandes empresas de ônibus têm monopolizado os serviços de transporte, onde as prefeituras entregam nas mãos dos empresários a gerência do sistema de transportes.
É nosso direito, garantido na constituição de ir e vir. Mais do que lutar contra os aumentos (quase todos abusivos, muito acima de inflação e sem correspondente na melhora do serviço) temos que lutar a favor do PASSE LIVRE e pela municipalização das empresas de transportes. Em capitais como Porto Alegre, onde a passagem custa R$ 2,45, trabalhadores e estudantes que moram na periferia são obrigados a gastar enormes quantias para se deslocar ao centro da cidade.
 A FENECO desde seu encontro em Florianópolis em 2009, palco de grandes manifestações sobre o transporte público, vem realizando em seus espaços discussões (através de GTs, mesas e debates) sobre mobilidade urbana. Alem disso, todo ano fazemos um chamado às entidades para construção de atividades durante o 26 de outubro (dia nacional de luta pelo passe livre). Tais estudos e discussões só evidenciam a necessidade de nos organizarmos e agirmos.
 A hora é agora. Vamos transformar nossa dor em revolta. Podemos construir um transporte que não exclua ninguém. Podemos e devemos decidir como o sistema deve funcionar. Procure em sua cidade participar dos atos e mobilizações. Somente unidos venceremos o inimigo.

                        Federação Nacional de Estudantes de Economia, 17 de Janeiro de 2010

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

REPRESSÃO BRUTAL A ESTUDANTES EM SP.

Manifestação pacífica contra o aumento do ônibus termina com violenta repressão policial.
13/01/2011 às 22:49 

A manifestação marcada para a tarde de hoje contra o aumento da tarifa de ônibus, organizada pelo Movimento Passe Livre de São Paulo, começou com clima de descontração. Muitos estudantes e militantes de diversas entidades cantavam e tocavam com muita animação. Após sair pacificamente em passeata, os cerca de mil manifestantes percorreram diversas ruas do centro da cidade divulgando a luta para a população.
Ao chegar à praça da República, no entanto, os presentes viram um pequeno tumulto com policiais transformar-se em desculpa para o início de agressiva repressão, majoritariamente pela Força Tática. A violência atingiu rapidamente maiores proporções, apesar das tentativas dos manifestantes de se reunir e retomar a caminhada pacífica. Bombas de gás lacrimôgenio e de efeito-moral foram lançadas indiscriminadamente contra o protesto, assim como atiradas balas de borracha, que atingiram até mesmo repórteres e fotógrafos. Sprays de pimenta e cassetetes também foram usados para agredir diversas pessoas. Apesar de apenas uma pessoa ter sido detida durante o ato, outras 30 foram presas um bom tempo após a dispersão, enquanto caminhavam pelo centro em grupos menores e procuravam conhecidos. As 31 encontram-se encarceradas no 3º DP. Até agora foram contabilizados cinco feridos.
O Movimento Passe Livre de São Paulo marcou para o próximo sábado (15) um debate com tema ?Por que lutar por um transporte público?? às 15h no espaço Ay Carmela! (R. Das Carmelitas, 140 ? Sé). A próxima manifestação foi convocada para o dia 20 de janeiro (quinta-feira), com concentração às 17h na esquina da R. da Consolação com a Av. Paulista.
FONTE:www.midiaindependente.org 
Email para contato: mpl-sp @ riseup.net


O QUE PODEMOS ESPERAR EM PORTO ALEGRE NO AUMENTO DAS PASSAGENS???

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Estudantes fazem protesto no Centro de Joinville contra o aumento da passagem de ônibus


Iran Correia
Houve passeata pelas ruas centrais para reivindicar a revogação do reajuste de 10,87% concedido pela Prefeitura às empresas concessionárias

João Batista
JOINVILLE


Protesto reuniu poucas pessoas no Centro de Joinville
Integrantes da Frente de Luta pelo Transporte Público fizeram nesta quinta-feira um protesto contra o aumento da passagem de ônibus em Joinville. A mobilização aconteceu a partir das 18h na Praça da Bandeira, no Centro, e envolveu uma passeata pelas ruas 15 de novembro e Nove de Março, passando em frente à Passebus, empresa que administra o sistema de bilhetagem automática. Policiais militares estiveram presentes para fazer a segurança do grupo, mas nenhum incidente foi registrado.

Segundo o estudante André Neumann, 22, do MPL (Movimento Passe Livre), a principal reivindicação é para que o reajuste de 10,87% seja cancelado. “Queremos pressionar o prefeito para que o aumento seja revogado e, num segundo momento, iniciar a discussão sobre o atual modelo de transporte público na cidade, que precisa ser mudado”, comentou. “Estamos abertos para o diálogo, mas o governo não tem se mostrado aberto as nossas propostas”.

Para Kleber Tobler, 28, integrante do diretório acadêmico do curso de História da Univille, a ideia é também chamar a atenção da comunidade sobre a questão do transporte público. “O objetivo é unir a sociedade civil em torno da discussão do direito de ir e vir, propondo um novo sistema de transporte. Queremos conscientizar a população para uma escolha madura”, considerou ele, usando uma máscara com a foto do prefeito Carlito Merss para protestar.

Conforme os organizadores do protesto, esse é apenas o primeiro ato de luta contra o reajuste. Mais mobilizações estão programadas para acontecer, com a próxima marcada para terça-feira (11).

O aumento foi anunciado pela prefeitura no dia 30 de dezembro e passou a valer a partir da terça-feira (5), com base na variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) entre maio de 2009 e dezembro de 2010. O reajuste elevou o preço da passagem de R$ 2,30 para R$ 2,55, sendo que a compra embarcada passou de R$ 2,70 para R$ 2,90.

Fonte: ND Online