segunda-feira, 21 de março de 2011

Entrevista com Lucas Monteiro

Protestos contra o aumento do ônibus, repressão policial e intransigência da prefeitura de São Paulo foram temas da conversa com o integrante do Passe Livre

70% dos ciclistas de SP usam bicicleta para trabalhar e só 4% para o lazer

Pelo menos 214 mil moradores utilizam esse meio de transporte diariamente; capital pode ser dividida em 4 polos, com usos diferenciados

Renato Machado,Rodrigo Brancatelli e Vitor Hugo Brandalise - O Estado de S.Paulo
Para o senso comum, bicicleta é mais um hobby do que um meio de transporte, um exercício nos fins de semana, perfeita para um passeio pelo Parque do Ibirapuera. Segundo pesquisa do Metrô, no entanto, mais de 70% das viagens feitas diariamente de bicicleta na capital são para trabalhar - pelo menos 214 mil moradores usam esse meio para chegar ao trabalho todos os dias.
Paulo Pinto/AE
Paulo Pinto/AE
Jd. Helena. Bicicletário só esvazia no fim da tarde
Se forem levadas em conta outras atividades do dia a dia, como ir para a escola, fazer compras ou ir ao dentista, o índice sobe para 96%. Recreação mesmo, como pedalar pelos parques, responde por apenas 4% das viagens. "Há um consenso de que a bicicleta é usada para lazer. Mas o uso está mais ligado à periferia e à população de baixa renda", diz o professor de Transportes da USP Jaime Waisman. "E agora há jovens de classe média que usam por ideologia."
A pesquisa O Uso de Bicicletas na Região Metropolitana de SP, de agosto do ano passado, aponta ainda que a capital tem quatro polos de bikes. Ao analisar os distritos com mais de 2 mil viagens por dia, observa-se que 70% delas estão reunidas em Grajaú (e Socorro), Vila Maria (Vila Medeiros, Tremembé e Jaçanã), Jardim Helena (Itaim Paulista, São Rafael, Itaquera e São Miguel Paulista) e Ipiranga (Cursino e Sacomã).
Primeiro lugar. O campeão de uso de bicicletas é o Grajaú, no extremo sul, onde são realizadas 9,4 mil viagens diárias. Essa é a única localidade em que o motivo principal não é trabalho, mas assuntos pessoais - como ir ao banco ou ao dentista.
"É um local populoso e de baixa renda, por isso se usa muito a bicicleta para coisas cotidianas. E a topografia ajuda. Mas também fica longe e as viagens para trabalho precisam ser em outros meios", diz a analista de Transportes do Metrô e responsável pela pesquisa, Branca Mandetta.
Quadro parecido ocorre na zona leste da capital. Muitos ciclistas ali, no entanto, fazem uso conjugado da bicicleta com outro meio de transporte. Prova disso é que os bicicletários de estações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), como Itaim Paulista e Jardim Helena, ficam abarrotados durante quase todo o dia, esvaziando apenas no fim da tarde, quando estudantes e trabalhadores descem dos trens e seguem pedalando para casa.
"Se houvesse mais incentivo acho que as pessoas começariam a perceber que a bicicleta pode virar um meio de transporte", diz o técnico gráfico Baltazar Barbosa Carneiro. Todo dia, ele pega emprestada uma bicicleta no bicicletário do Metrô na Estação Itaquera e pedala por 40 minutos até o trabalho, perto de outra estação, na Vila Carrão. "Nesses últimos dias parei de vir assim porque o bicicletário fechou. A diferença é enorme. Agora, demoro 2h30." O Metrô diz que o bicicletário vai reabrir, no interior do terminal.
A utilização na zona norte está relacionada com a grande quantidade de empresas existentes - principalmente a indústria pesada - na região da Vila Maria. E aqui se evidencia o primeiro incentivo para o uso das bicicletas. "Foram as indústrias as primeiras a reservar um espaço para operários guardarem as bicicletas", diz Branca Mandetta.
O diretor de filmes Alexandre Cruz, de 38 anos, é um dos que adotaram a bicicleta por opção, após ter moto e carro. Em 2005, voltou para São Paulo depois de uma temporada no Rio e sentiu a diferença. "O trânsito estava muito pior, por isso troquei o carro pela moto. Mas faz dois anos e meio que não tenho nenhum dos dois e só pedalo."
Por causa da filha pequena, sua mulher mantém um carro. Mas no dia a dia ele usa a bicicleta para ir de sua casa no Ipiranga, na zona sul, para o escritório em Pinheiros, na zona oeste, trajeto feito em 30 minutos. "Vou em ritmo forte, então preciso de um vestiário para me arrumar. Há lugares que não têm isso." Em dezembro, ele sofreu um acidente na Rodovia dos Imigrantes. Um motorista o atropelou no acostamento, mas nem isso o desanimou. Pelo contrário, Cruz influenciou outras pessoas: "Meu sócio, meu porteiro e até meu pai começaram a pedalar." 

domingo, 20 de março de 2011

COMITÊ REALIZOU PANFLETAGEM CONTRA O AUMENTO - PASSO FUNDO/ RS


Liliana Crivello
(Redação Passo Fundo / DM)

Jornalista

Entidades estudantis e juvenis se uniram e formaram o Comitê em Defesa do Transporte Público de Passo Fundo, que reúne também sindicatos e movimentos sociais e iniciaram uma campanha contra o aumento da tarifa do transporte público. Um manifesto foi realizado na tarde de ontem, às 17 horas, na Praça do Teixeirinha. As ações que estão sendo realizadas compreendem um abaixo-assinado, panfletagem em diversos locais da cidade e nas instituições de ensino.
  
Conforme o representante do Comitê, Arthur Bispo, as entidades realizaram uma ação conjunta na última quarta-feira, com panfletagem na UPF e na IMED, quando distribuíram uma Carta Aberta aos Estudantes, com o objetivo de trazê-los para a luta contra o aumento da passagem. “Consideramos o aumento da passagem um ato abusivo, ele vai de encontro aos interesses da população. Vamos tentar de todas as formas, barrar qualquer aumento que está sendo discutido entre as empresas e a Secretaria de Transportes”, afirma. Bispo salienta que a panfletagem de ontem foi o primeiro ato público do Comitê, que está se reunindo há duas semanas. O material mostra argumentos que eles consideram reprovável no aumento da passagem urbana.
 
De acordo com o representante as discussões do movimento se aprofundaram em relação ao direito de ir e vir da população e o quanto o mesmo é cerceado pelo valor abusivo da tarifa. “Mesmo que a campanha tenha o objetivo imediato de barrar o aumento, não pretendem deixar de defender o modelo público para o transporte coletivo”, ressalta Bispo. Informa ele que foi formada uma delegação para contatar as entidades de classe que reivindicam a categoria dos trabalhadores do transporte, para que possam associar as lutas.
 
A audiência pública sobre o aumento da tarifa, realizada na sexta-feira, às 18 horas na Câmara de Vereadores foi divulgada pelos manifestantes.
 
(Panfletos foram distribuídos à população / FOTO LILIANA CRIVELLO)
 
(Manifesto foi realizado na tarde de ontem / FOTO LILIANA CRIVELLO)http://emdefesadotransportepublicopf.blogspot.com/2011/03/comite-realizou-panfletagem-contra-o.html

sábado, 19 de março de 2011

MAIS ÔNIBUS, MAIS RESPEITO! MANIFESTAÇÃO EXIGE MELHORES CONDIÇÕES NO TRANSPORTE PÚBLICO DE RECIFE

Painel_contra_o_aumento_das_passagens
Hoje, dia 21 de fevereiro de 2011, aproximadamente a partir das 05h da manhã até 12h30min da tarde, a população da região metropolitana do recife ocupou o terminal integrado de Igarassu, reivindicando melhorias no transporte público, das quais se destacam: maior número de ônibus, menor intervalo entre os transportes, redução das passagens e quebra do monopólio da empresa Itamaracá transportes nas cidades de Itapissuma, Igarassu, Abreu e Lima, Araçoiaba e Itamaracá.
Por volta das 5h da manhã, horário de maior concentração dos usuários do transporte “público”, irritados com as filas enormes, falta de ônibus, ou seja, com a ineficiência do sistema de condução, bloquearam parte da BR-101 e tomaram a integração obstruindo a via de entrada e saída dos ônibus, com cadeiras e uma corrente humana que resistiu bravamente mesmo com a chegada da policia militar e posteriormente da tropa de choque, as quais demonstraram seu caráter serviçal dos ricos empresários. Houve uma conversa com uma representante da Grande Recife Consórcio, a qual tentou argumentar se valendo de mentiras descaradas e meras promessas, rejeitadas pelo povo. Por volta das 10:30h foi estendida uma faixa reivindicativa que exigia “Mais ônibus!!! Mais respeito!!!” , também foram pintados na entrada  da integração, palavras de ordem que demonstravam a revolta e “A FORÇA DO POVO”, contribuição do MEPR.
O desfecho da manifestação se deu com a marcação de uma reunião que acontecerá entre o Ministério Público, a Itamaracá Transportes, a Grande Recife Consórcio e uma comissão formada pelos manifestantes, ressaltando também a organização de mais um ato para a próxima quinta-feira 24/02.
Essa luta é fruto da insatisfação popular, da exploração empresarial e do governo que serve à exploração. Somando-se as inúmeras manifestações que vem acontecendo não só no estado de Pernambuco, mas em toda extensão do nosso país, e por que não dizer: do mundo, uma vez que na França, Grécia, Egito, Palestina, Índia, Peru... Tem seu povo em luta.

FOTOS:


Populao_faz_protesto_no_Terminal_Integrado_Igarassu
A_Fora_do_Povo_frase_escrita_na_entrada_do_Terminal
nibus_foram_atingidos_pela_fria_dos_trabalhadores_e_estudantes

Represso_do_Estado_tentou_parar_sem_sucesso_a_manifestao


REBELAR-SE É JUSTO!!!

PASSO FUNDO CONTRA O AUMENTO DA PASSAGEM

Conforme deliberado na última reunião do Comitê em Defesa do Transporte Público, o qual o DAALL integra, lançamos um abaixo-assinado para ser mais um instrumento de mobilização de Passo Fundo contra o aumento da passagem.

Hoje, pagamos o valor de R$ 2,20 para andar de ônibus, um valor que consideramos elevado para o município. E mais um aumento da tarifa de ônibus em Passo Fundo está sendo tramado por aqueles que lucram com isso. Os estudantes, trabalhadores e usuários não terão como suportar mais um abuso no transporte coletivo.

Assine o Abaixo-assinado em

Ou imprima o Abaixo-assinado "PASSO FUNDO CONTRA O AUMENTO DA PASSAGEM" e colabore coletando assinaturas na sua sala, escola, no seu trabalho e entre os teus amigos!



Diretório Acadêmico América Latina Livre/UPF
www.daall-ifch.blogspot.com

10º GRANDE ATO CONTRA O AUMENTO DAS TARIFAS EM SP

Hora
quinta, 24 de março · 17:00 - 20:00

Localização
Concentração na Pça Oswaldo Cruz, Metrô Brigadeiro (em frente ao shopping paulista)

Criado por

Mais informações

No dia 5 de janeiro, a passagem de ônibus em São Paulo subiu para 3 reais, tornando-se a mais cara do Brasil. A primeira manifestação contra esse aumento reuniu cerca de mil pessoas no Centro, mas foi duramente reprimida pela PM. O movimento não se calou: cresceu, e nas semanas s
eguintes, novos atos reuniram milhares de pessoas no Centro da cidade.
Graças à pressão nas ruas, o movimento conquistou uma audiência pública com o Secr...etário de Transportes que evidenciou fraudes planilhas sobre o aumento. Ao forçar um encontro com o Secretário Adjunto, depois do não comparecimento de nenhum representante numa reunião marcada previamente, a resposta foi simples e clara: a decisão de aumentar a tarifa política e não havia disposição para negociação!
Diante de tal negativa, alguns militantes se acorrentaram às catracas da Prefeitura, apoiados por uma grande manifestação no exterior do prédio. A única resposta do Poder Público foi a violência policial contra o protesto pacífico.
Nas semanas que se seguiram os atos cresceram novamente e continuam levando milhares de pessoas às ruas. Podemos, sim, barrar este aumento – como a população já fez em Vitória e Florianópolis e, recentemente, em Belém.
SE A TARIFA NÃO BAIXAR, A CIDADE VAI PARAR!




Manifestantes entram em choque contra seguranças do metrô de SP


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Em protesto contra o aumento da tarifa da passagem de ônibus, manifestantes tentaram invadir a estação de metrô do Anhangabaú. Os seguranças do metrô entraram em choque contra os civis após atos de vandalismo.