sexta-feira, 8 de abril de 2011

Protesto contra aumento do ônibus termina em confronto em SP




AFONSO BENITES
DE SÃO PAULO
O protesto contra o aumento da tarifa do transporte municipal em São Paulo terminou novamente em confronto com a polícia na noite desta quinta-feira.
Após fecharem por dez minutos o terminal de ônibus da praça da Bandeira, na região central de São Paulo, os manifestantes bloquearam a avenida Nove de Julho, no sentido bairro, por mais de 20 minutos.
Alguns participantes se dirigiram, então, à estação Anhangabaú da linha 3-vermelha do metrô, e tentaram pular as catracas. Os seguranças do Metrô reagiram com cassetetes para retirar os manifestantes da estação, e teve início uma confusão.
Alguns manifestantes usaram armas de paintball, mas a Polícia Militar foi acionada e usou bombas de efeito moral.
Diversas lâmpadas da estação, assim como catracas, ficaram destruídas na correria. Manifestantes, repórteres e fotógrafos que acompanhavam o protesto foram atingidos.
Uma fila de ônibus chegou a se formar no terminal Bandeira, e o trânsito na avenida Nove de Julho também ficou prejudicado.
Danilo Verpa/Folhapress
Manifestação contra o aumento da passagem de ônibus em São Paulo, que acabou em confronto no metrô
Manifestação contra o aumento da passagem de ônibus em São Paulo, que acabou em confronto no metrô
FAIXAS
Cerca de 250 pessoas se reuniram para o protesto, que começou no fim da tarde em frente ao Theatro Municipal, passou pela sede da prefeitura e seguiu por ruas do centro.
Animados pela bateria do Bloco da Lona Preta, participaram estudantes, sindicalistas, trabalhadores e militantes de partidos políticos.
Integrantes do MPL (Movimento Passe Livre) exibiram cartazes contra o prefeito Gilberto Kassab, ironizando sua estratégia de fundar um novo partido para sair do DEM sem correr risco de perder o mandato.
Na semana passada, um boneco com a foto do prefeito foi queimado próximo à sua casa. Hoje, uma faixa foi queimada em frente à prefeitura.
Um das faixas carregadas pelos manifestantes dizia: "MPL pode mais que PDB" -- a sigla remete ao Partido da Democracia Brasileira, partido arquitetado por Kassab. Outra faixa exibia: "PDB = Partido Do Busão".
A intenção dos manifestantes era de que Kassab saísse de seu gabinete na prefeitura para conversar com os manifestantes, o que não ocorreu.
A Polícia Militar acompanhou toda a manifestação, mas a maior parte dos policiais ficou na prefeitura. Outro protesto ocorrido no local, em 17 de fevereiro, terminou em confrontoentre PMs e manifestantes, e cada lado acusou o outro de acirrar os ânimos. A PM se defendeu usando imagens de TV.
O Comitê de Luta Contra o Aumento e o MPL já organizaram mais de dez protestos contra o aumento da tarifa do ônibus, que subiu em janeiro de R$ 2,70 para R$ 3 por decreto de Kassab.

Contra tarifa de ônibus, manifestantes sentam na 23 de Maio

Os manifestantes que participam do protesto contra o aumento da tarifa do ônibus de São Paulo, interditaram totalmente a avenida 23 de Maio, próximo a rua Jaceguai, no sentido aeroporto, por cerca de 20 minutos na noite desta quinta-feira. Após agentes motorizados da CET (Companhia de Engenharia e Tráfego) impedirem o andamento da caminhada, os participantes do ato sentaram no chão.

Às 21h20 uma pista da via foi liberada, apenas um veículo passava por vez. A avenida foi totalmente liberada às 22h. A ideia inicial da organização do protesto de ir até a prefeitura foi cancelada. Manifestantes caminham, agora, sentido Bela Vista.
O protesto teve início na praça Oswaldo Cruz, na avenida Paulista (região central), por volta das 18h30. A via chegou a ficar totalmente interditada por cinco minutos, no sentido Consolação. Duas faixas foram liberadas, após intervenção da CET (Companhia de Engenharia e Tráfego) e da Polícia Militar. A lentidão chegou na via chegou a 2,4 km.
Depois da Paulista, os manifestantes foram para a avenida Brigadeiro Luís Antônio (região central), que também foi bloqueada.
A entrada da estação Brigadeiro do metrô (linha 2-verde), que fica na esquina da avenida Paulista com a rua Carlos Sampaio, foi fechada por guardas do Metrô.
Cerca de 30 motos da PM acompanham o protesto. Segundo os organizadores, aproximadamente 500 pessoas participam do ato. A PM não deu estimativa.
Hoje é a décima quinta-feira seguida que São Paulo é palco de protestos contra o aumento da tarifa. A série de manifestações tem sido organizada por estudantes, sindicalistas e militantes partidários desde janeiro, quando a tarifa subiu de e R$ 2,70 para R$ 3.
Na quinta-feira passada (17), os manifestantes interromperam o fluxo de automóveis no viaduto do Chá, na avenida Nove de Julho e no terminal Bandeira (na região central). Depois, parte deles tentou pular a catraca da estação de metrô Anhangabaú. Houvequebra-quebra e troca de agressões com seguranças do Metrô e PMs.
JUSTIÇA
O Tribunal de Justiça de São Paulo informou na noite desta quinta-feira que o desembargador David Haddad determinou, na última segunda-feira (22), que a prefeitura preste informações em dez dias sobre o aumento da tarifa de ônibus.
Haddad é o relator do mandado de segurança que pede a suspensão do aumento da passagem impetrado pelo vereador Ítalo Cardoso, líder do PT na Câmara. No pedido, ele diz ter o "dever de fiscalizar a conduta político-administrativa dos agentes públicos".
Em seu pedido, Cardoso afirma que a planilha utilizada pela SPTrans (empresa que gerencia o transporte coletivo em SP) é irreal e inflacionada e eleva o custo médio mensal do sistema de R$ 383,9 milhões para R$ 413,5 milhões.
Após a prefeitura enviar as informações solicitadas, o Ministério Público também terá o prazo de dez dias para se manifestar. Em seguida, o relator dá seu voto. O caso será julgado pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça, composto por 25 desembargadores.

TJ dá prazo para Kassab justificar aumento do preço de ônibus

O Tribunal de Justiça de São Paulo informou na noite desta quinta-feira que o desembargador David Haddad determinou, na última segunda-feira (22), que a prefeitura preste informações em dez dias sobre o aumento da tarifa de ônibus, que subiu de R$ 2,70 para R$ 3 em janeiro.

Haddad é o relator do mandado de segurança que pede a suspensão do aumento da passagem impetrado pelo vereador Ítalo Cardoso, líder do PT na Câmara. No pedido, ele diz ter o "dever de fiscalizar a conduta político-administrativa dos agentes públicos".
O desembargador não aceitou o pedido de liminar solicitado pelo vereador. Na decisão, Haddad diz que "porquanto somente é cabível diante de prova inequívoca de ofensa a direito líquido e certo atingido por ato da autoridade apontada como coatora, o que não ocorre no presente caso". Ele afirmou ainda que em "cuidadosa análise o Órgão Especial solucionará a questão, adotando eventualmente as providências que entender cabíveis".
Em seu pedido, Cardoso afirma que a planilha utilizada pela SPTrans (empresa que gerencia o transporte coletivo em SP) é irreal e inflacionada e eleva o custo médio mensal do sistema de R$ 383,9 milhões para R$ 413,5 milhões.
O vereador também diz que "tais incongruências proporcionarão um ganho exorbitante aos contratados (concessionários e permissionários), desequilibrando a equação econômico-financeira, sem beneficiar a população".
Após a prefeitura enviar as informações solicitadas, o Ministério Público também terá o prazo de dez dias para se manifestar. Em seguida, o relator dá seu voto. O caso será julgado pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça, composto por 25 desembargadores.

Três são detidos durante protesto contra aumento da passagem

Três estudantes que participavam do protesto contra o aumento da tarifa do ônibus de São Paulo foram detidos na noite desta quinta-feira sob suspeita de portar uma bomba caseira.

Segundo informações da Polícia Militar, o grupo foi abordado na rua Vergueiro, no Paraíso, região central da cidade, no final da manifestação. Eles estavam com um suposto artefato feito com uma garrafa de vidro com liquido inflamável, além de estilingues e bolinhas de gude.
Amigos dos estudantes chegaram a acompanhá-los ao 5º Distrito Policial da Aclimação. Eles foram liberados por volta das 2h de hoje.
O material foi recolhido e encaminhado para perícia no Instituto de Criminalística. Se for provado que se trata de uma bomba caseira, eles poderão ser indiciados por fabricação de explosivos.
MANIFESTAÇÃO
A manifestação em protesto pelo aumento da passagem de ônibus começou por volta das 18h30, na praça Oswaldo Cruz, na avenida Paulista (região central). A via chegou a ficar totalmente interditada por cinco minutos, no sentido Consolação. Duas faixas foram liberadas, após intervenção da CET (Companhia de Engenharia e Tráfego) e da Polícia Militar. A lentidão chegou na via chegou a 2,4 km.
Depois da Paulista, os manifestantes foram para a avenida Brigadeiro Luís Antônio (região central), que também foi bloqueada.
A entrada da estação Brigadeiro do metrô (linha 2-verde), que fica na esquina da avenida Paulista com a rua Carlos Sampaio, foi fechada por guardas do Metrô.
Cerca de 30 motos da PM acompanham o protesto. Segundo os organizadores, aproximadamente 500 pessoas participam do ato. A PM não deu estimativa.
Na 23 de Maio houve outra interdição total, próximo a rua Jaceguai, no sentido aeroporto. Após agentes motorizados da CET (Companhia de Engenharia e Tráfego) impedirem o andamento da caminhada, os participantes do ato sentaram no chão.
Às 21h20 uma pista da via foi liberada, apenas um veículo passava por vez. A avenida foi totalmente liberada às 22h. A ideia inicial da organização do protesto de ir até a prefeitura foi cancelada.
O protesto bloqueou então a rua Vergueiro. Os manifestantes passaram por mais uma estação de metrô --Vergueiro (linha 1-azul)--, que também foi fechada pelos seguranças.
Por volta das 23h os participantes do protesto começam a se dispersar.
Ontem foi a décima quinta-feira seguida que São Paulo é palco de protestos contra o aumento da tarifa. A série de manifestações tem sido organizada por estudantes, sindicalistas e militantes partidários desde janeiro, quando a tarifa subiu de e R$ 2,70 para R$ 3.
Na quinta-feira passada (17), os manifestantes interromperam o fluxo de automóveis no viaduto do Chá, na avenida Nove de Julho e no terminal Bandeira (na região central). Depois, parte deles tentou pular a catraca da estação de metrô Anhangabaú. Houve quebra-quebra e troca de agressões com seguranças do Metrô e PMs.

Protesto marca abertura da estação Butantã do metrô de SP

EDUARDO GERAQUE
DE SÃO PAULO

A inauguração da estação Butantã da linha 4-amarela do Metrô, na manhã desta segunda-feira, foi marcada por um protesto de estudantes e do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários. Inaugurada em maio de 2010, a linha 4 funcionava até hoje apenas entre as estações Paulista e Faria Lima.
Cerca de 15 pessoas protestaram contra o aumento da tarifa do transporte coletivo na cidade, contra o atraso na entrega da estação e contra a concessão da operação da linha à iniciativa privada. Estudantes também exigiam uma linha gratuita ligando a estação ao campus da USP.
O grupo cantou slogans como "Chega de aumento para deputado, e para a população só ônibus lotado" e "É ou não é piada de salão, atraso de cinco anos mais privatização".
Apesar do protesto, o prefeito Gilberto Kassab e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) mantiveram suas falas e não fizeram menção à manifestação. O ex-governador José Serra (PSDB) também esteve presente.
Alckmin afirmou que a estação Pinheiros será a próxima da linha a ser inaugurada, em maio deste ano, e prometeu a entrega das estações Luz (que fará integração com a linha 1-azul) e República (integrada com a 3-vermelha) até o fim do ano.
O governador também afirmou que existe um estudo para estender a linha até Taboão da Serra (Grande São Paulo).
Alessandro Shinoda/Folhapress
Manifestante exibe cartaz durante inauguração da estação Butantã do metrô de São Paulo
Manifestante exibe cartaz durante inauguração da estação Butantã do metrô de São Paulo
FUNCIONAMENTO
Inicialmente a estação Butantã vai funcionar das 8h às 15h, apenas de segunda a sexta-feira, incluindo feriados, para a realização de testes.
Pelos cálculos do metrô, a nova estação vai permitir um ganho de 23 minutos no trajeto entre as avenidas Vital Brasil e Paulista, considerando o tempo de viagem informado pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) a partir de velocidade média do trânsito nos horários de pico.
Anexo à estação Butantã vai funcionar um terminal de ônibus. A SPTrans, responsável pelo transporte municipal, vai implantar duas linhas: a 8012/10 (Metrô Butantã-Cidade Universitária), que vai operar das 8h às 15h em sistema circular, e a 7458/21 (Metrô Butantã-Estação da Luz), que circulará pelo corredor da avenida Rebouças com destino à estação da Luz.
Em outubro do ano passado, cogitou-se a criação de uma linha circular, gratuita para alunos e funcionários da USP, que ligaria o campus ao metrô Butantã, ao largo da Batata e à estação Hebraica-Rebouças da CPTM.
Segundo a assessoria de imprensa da USP, no entanto, o projeto de gratuidade não foi possível devido ao custo operacional da linha. O trajeto da nova linha Butantã-USP terá uma extensão de 16 km e percorrerá os principais pontos campus.
Editoria de Arte/Folhapress

Manifestantes protestam contra aumento do ônibus na rua de Kassab

DE SÃO PAULO


Cerca de cem manifestantes fazem na noite desta sexta-feira mais um protesto contra o aumento da tarifa do transporte municipal de São Paulo.


O grupo está concentrado na avenida Faria Lima, em frente ao shopping Iguatemi, desde as 17h. Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), a via não foi bloqueada. A Polícia Militar também acompanha o protesto.
De acordo com o MPL (Movimento Passe Livre), que organiza o protesto, o objetivo é fazer uma passeata até até a rua Angelina Maffei Vita, que dá acesso ao condomínio onde mora o prefeito Gilberto Kassab (que anunciou ter deixado o DEM para fundar um novo partido).
Eles exigem um posicionamento de Kassab em relação à decisão da Justiça que o obrigou a apresentar esclarecimentos sobre a tarifa do ônibus, que subiu em janeiro de R$ 2,70 para R$ 3.
Há um mês, durante protesto realizado na rua do prefeito, manifestante usaram querosene para queimar um boneco com a foto de Kassab. Moradores do condomínio jogaram ovos nos manifestantes --alguns foram atingidos. Kassab estava na França, em missão oficial.
De acordo com o MPL, este é a 11ª manifestação contra o reajuste na tarifa. No dia 17 de fevereiro, um protesto em frente à prefeitura terminou em confronto entre PMs e manifestantes. Um mês depois, um novo confronto ocorreu na estação Anhangabaú da linha 3-vermelha do metrô.

terça-feira, 5 de abril de 2011

NOTA À POPULAÇÃO PASSOFUNDENSE

O COMITÊ EM DEFESA DO TRANSPORTE PÚBLICO DE PASSO FUNDO, formado por entidades estudantis, sindicais e comunitárias, assim como dos movimentos sociais, que se organizam a campanha contra mais um aumento no preço da passagem do transporte coletivo urbano de Passo Fundo, vem manifestar à sociedade passofundense o seu REPÚDIO às ameaças à integridade física dos usuários do transporte coletivo, assim como dos motoristas e cobradores em serviço que possam ser justificados como métodos para combater o referido reajuste.

No atual contexto em vivemos, a argumentação e a pressão popular sobre o Prefeito e as demais autoridades competentes na questão do transporte serão os instrumentos que utilizaremos para demonstrar que não há razão que justifique mais um reajuste, haja vista que depois de um aumento de 63% nos últimos seis anos (em 2005, início do primeiro Governo Dipp, a passagem era R$ 1,35), enquanto que a inflação no período não chegou a 25%.

Além disso, o COMITÊ EM DEFESA DO TRANSPORTE PÚBLICO DE PASSO FUNDO não aceita que eventuais ameaças individuais possam servir de motivo para que a Coleurb desvie o foco da discussão, o repúdio a mais um aumento abusivo da passagem que irá prejudicar os estudantes, os trabalhadores e demais usuários do transporte público que não podem arcar com mais um aumento.

- CONTRA O AUMENTO DA PASSAGEM E O MONOPÓLIO DO TRANSPORTE!
- POR UMA POLÍTICA PÚBLICA DE MOBILIDADE E A REDUÇÃO DA PASSAGEM!

Passo Fundo, 05 de abril de 2011.

COMITÊ EM DEFESA DO TRANSPORTE PÚBLICO DE PASSO FUNDO