segunda-feira, 30 de abril de 2012


Os rabugentos e a gratuidade

Capital da Estônia, Tallinn, de 416 mil habitantes, terá a partir de janeiro de 2013 uma rede de transportes públicos inteiramente gratuita
  26/04/2012
Marcel Robert

Entre os argumentos defendidos pelos que se opõem à gratuidade do transporte coletivo, está o tamanho das cidades em questão, segundo o qual, a gratuidade do transporte publico só é possível para pequenas redes, ou seja, em cidades de 10.000 a 20.000 habitantes. Com exceção da capital da Estônia, Tallinn (416.00 habitantes), que terá em primeiro de janeiro de 2013 uma rede de transportes públicos inteiramente gratuita. O artigo da Echos aponta que, na verdade, Tallin será a primeira capital europeia a instaurar a gratuidade no transporte público.
Na França, mais ou menos 15 cidades aderiram à gratuidade dos transportes públicos. Algumas já há algum tempo. Essas cidades jamais voltaram atrás em sua decisão, prova de que a gratuidade parece funcionar. Mais recentemente, cidades como Castres e Aubagne aderiram à gratuidade e o número de passageiros do transporte público aumentou significativamente.

Como toda boa medida, as críticas não demoraram a chover. Os rabugentos anunciaram que isto não era economicamente viável, mesmo que a tarifação dos transportes públicos não represente, quando muito, mais do que 30% do custo dos transportes públicos… E mesmo que algumas coletividades utilizem a maior parte do dinheiro recolhido dos usuários para pagar os cobradores e os sistemas de pagamento… No final das contas, chega-se a um sistema absurdo em que se faz que as pessoas paguem para controlar que elas paguem bem.
Em seguida, os rabugentos disseram: “as redes de transporte vão se deteriorar pois não haverá meios de financiar sua manutenção e seu desenvolvimento”. Contudo, podemos notar que em cidades como Aubagne temos não só uma rede em bom estado de manutenção, mas também o lançamento da construção de uma linha de tramway (bonde), obviamente também gratuita. Além de uma rede de transportes podre, algumas cidades com transporte publico não-gratuito não têm o tramway (bonde)! É, tente encontrar o erro no argumento…
Então, os rabugentos ameaçaram: “vocês vão ver, se os transportes coletivos se tornarem gratuitos, os impostos vão explodir”. Erraram aí também, as cidades que aderiram ao transporte público gratuito aumentaram as taxas pagas pelas empresas, não os impostos. Algo normal, pois as empresas são as primeiras a se beneficiarem com as redes de transporte público, possibilitando que seus funcionários usem o transporte (quando eles funcionam corretamente…)
Daí os rabugentos criaram outro argumento, dessa vez incontestável, “ aderir à gratuidade fará com que as pessoas que andavam a pé ou de bicicleta comecem a utilizar o transporte coletivo”. Se entendemos bem esse raciocínio, os automobilistas continuarão automobilistas, mesmo que lhes déssemos dinheiro para pegar um ônibus, enquanto os ciclistas e pedestres são apenas pessoas preguiçosas, que esperam a gratuidade para meterem suas bundas em um ônibus. De novo os fatos derrubam esse argumento. Os estudos mostram que, um ano após aderir à gratuidade do transporte, aproximadamente metade dos trajetos desencadeados pela gratuidade do transporte eram realizados pelos antigos automobilistas de Aubagne.
O ultimo argumento dos rabugentos era a respeito do tamanho das cidades. “Tudo bem, a gratuidade pode funcionar para pequenas cidades com redes de transporte pequenas, mas só nesses casos”. Por trás desse argumento, existe a ideia de que as grandes redes de transporte precisam imperativamente de tarifas para funcionar, as pequenas redes podem se contentar com subvenções publicas para sobreviverem…
Entretanto, quando uma cidade como Tallinn, com mais de 400 mil habitantes , aderiu à gratuidade, ela deu um golpe nos rabugentos. Se é possível na Estônia, por que cidades como Nantes, Toulon ou Strasbourg não podem também aderir?
Aos mal-humorados restou então apenas um argumento para se opor à gratuidade: “é um delírio minoritário de eco-marxistas, que (inversão de ordem) absolutamente não responde às necessidades da população”. Erraram de novo. A adesão à gratuidade em Tallinn foi decidida depois um plebiscito. De acordo com a opinião publica, 75% dos 416.000 habitantes da capital aprovaram o transporte público gratuito na cidade.
Assim, proponho uma ideia simples. Instauremos a gratuidade geral dos transportes públicos na França, exceto em uma cidade, escolhida ao acaso, onde todos os rabugentos poderão se juntar e continuar pagando as tarifas de ônibus…

Do Carfree France, traduzido por Francine Rebelo e colaboração de Fernando  Coelho para o site Tarifa Zero.org

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

SEGUNDA FEIRA SERÁ MAIOR

LUTAR CONTRA O AUMENTO DAS PASSAGENS
NESTA SEGUNDA FEIRA DIA 13/02 GRANDE ATO TODXS CONTRA O AUMENTO DAS PASSAGENS.
CONCENTRAÇÃO: 17HS
LOCAL: LARGO GLENIO PERES - MERCADO PUBLICO
 "NÓS NÃO VAMOS ACEITAR MAIS UM AUMENTO DAS PASSAGENS"!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Um pequeno acréscimo que resulta em alto lucro

Parece pouco mas não é. O aumento de 25 centavos na tarifa dos ônibus representa um salto na arrecadação semanal das empresas na ordem de R$ 1,75 milhão por dia. Considerando uma semana com cinco dias úteis, as viações passaram a abocanhar quase R$ 10 milhões a mais, oriundos da venda de 7 milhões de passagens por dia, em média. Certamente, trata-se de um negócio rentável.
É justamente a lógica de mercado que rege o sistema de transportes. Um serviço que deveria visar ao atendimento de uma necessidade básica da população – no que tange a questão da mobilidade – tornou-se uma lucrativa fonte de renda para a oligarquia que domina o setor. O preço não é o adequado para o usuário. É o mais conveniente na equação custo-benefício do empresário.
O reajuste de 10% pegou de surpresa muitas pessoas no primeiro dia útil do ano. E, para revolta maior, foi acima da inflação do ano passado estimada em 6,3%. No últimos anos, a prefeitura sacramentou aumentos sempre acima da inflação – o que resulta em prejuízo acumulado para o passageiro. Um prejuízo que é agravado pela falta de conforto, segurança, pontualidade e eficiência no serviço prestado pelos coletivos.
Em 2010, o atual prefeito organizou uma mega licitação, avaliada em mais de R$ 15 bilhões, que transformou todo o serviço de ônibus da cidade (quase 900 linhas) em concessão. Dessa vez, o objeto não era mais cada linha para cada empresa individualmente. Foram criadas 5 Regiões de Transporte (aproximadas às 5 Áreas de Planejamento) e as linhas existentes foram divididas conforme a origem em cada região. A região do Centro, por ser considerada “destino universal”, não foi licitada.
As empresas deveriam formar consórcios e cada consórcio poderia disputar uma região. A princípio, a licitação atraiu empresas de São Paulo e até de fora do Brasil, mas as regras da licitação eram tão específicas que espantaram a concorrência. Resultado: das 47 empresas que já operavam o sistema no Rio, 40 se organizaram nos 4 consórcios vencedores. Levando-se em conta que as 47 empresas são comandadas por não mais que 12 empresários, verifica-se logo que a mudança foi uma mera questão burocrática e de economia para os próprios empresários.
Hoje, o sistema é uma verdadeira caixa preta. Neste pouco mais de um ano de implantação, dezenas de linhas foram criadas, outras foram extintas ou mudaram sua numeração (principal referência para os usuários). Itinerários mudam a todo momento, a identidade visual dos ônibus e das empresas (outra importante referência para os usuários) foi desmantelada com a pintura homogeneizada.
Temos recebido notícias de que, com a implantação do bilhete único, o número de linhas de longo curso, principalmente na Zona Oeste, diminuiu e aumentaram os ônibus com ar condicionado (geralmente mais caros e não integrados no bilhete único).
Além do mais, vale lembrar que o controle financeiro do sistema continua intacto totalmente nas mãos da Fetranspor (Federação das Empresas de Transporte de Passageiros). Os servidores de dados, a conexão com o sistema bancário, enfim, todos os fluxos financeiros estão fora do controle do poder concedente. A licitação de 2010 se revelou, na prática, de fato uma caixa preta totalmente voltada para flexibilizar e tornar mais prática a operação por parte das empresas que já cartelizavam o setor há décadas.

http://www.eliomar.com.br/2012/02/07/um-pequeno-acrescimo-que-resulta-em-alto-lucro/

QUINTA FEIRA SERÁ MAIOR


DIA NACIONAL DE LUTA CONTRA O AUMENTO DAS PASSAGENS
  
NESTA QUINTA FEIRA DIA 09/02 GRANDE ATO NACIONAL TODXS CONTRA O AUMENTO DAS PASSAGENS.
CONCENTRAÇÃO: 17HS
LOCAL: LARGO GLENIO PERES - MERCADO PUBLICO
  
 "NÓS NÃO VAMOS ACEITAR MAIS UM AUMENTO DAS PASSAGENS"! 
 
 http://utopia-e-luta.blogspot.com/2012/02/quinta-feira-sera-maior.html

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

GRANDE ATO DE RUA:

TOD@S CONTRA O AUMENTO DA PASSAGEM !

SEGUNDA FEIRA dia 06/02
CONCENTRAÇÃO APARTIR DAS 17HS (SAÍDA AS 18:30 19HS) DA ESCADARIA DO VIADULTO DA BORGES DE MEDEIROS (COMUNIDADE UTOPIA E LUTA).
VENHA DE BICI! TRAGA SUA FAIXA, SEU INSTRUMENTO MUSICAL, PINTE SUA CARA E AQUEÇA A GARGANTA
VAMOS MOBILIZAR PORTO ALEGRE,
OUTRAS INFORMAÇÕES FIQUE ATENTO

NESTA SEXTA FEIRA DIA 03/02 - PANFLETAGEM NOS TERMINAIS DE ONIBUS DO CENTRO.
CONCETRAÇÃO APARTIR DAS 17HS NO LARGO GLENIO PERES (MERCADO PUBLICO)
NÓS NÃO VAMOS ACEITAR MAIS UM AUMENTO DAS PASSAGENS!!!

AUMENTO DAS PASSAGENS EM PORTO ALEGRE


Todo ano é a mesma coisa, os mesmos personagens de sempre. O presidente da ATP, Ênio Roberto dos Reis, apresenta o pedido de aumento de passagens, os presidentes da EPTC e do Conselho Municipal de Transportes, Vanderlei Capellari e Jaires Maciel, respectivamente, aprovam um valor pouquinha coisa menor que o pedido pela ATP. Por fim, o prefeito, José Fortunati, sanciona toda a baixaria.

http://www.desdiscursos.blogspot.com/2012/01/aumento-das-passagens-em-porto-alegre.html